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As telenovelas e o racismo estrutural

Por Sophia Rovira

         É impossível negar o impacto de uma forma de propagação cultural bem estruturada e, obviamente, as telenovelas não atuam de forma diferente. Partindo desse pressuposto, infere-se que as mesmas influenciam a sociedade através de seu contexto, podendo ser positivo ou não. Um dos fatores abordados por tal meio visual é o Movimento Negro que, intencionalmente ou não, nos “presenteia” com um aumento do racismo estrutural.

        Como diria Martin Luther King, “Eu tenho um sonho”, igualmente a muitos negros que sonham com sua adesão ao elenco de telenovelas ou apenas desejam se identificar em passagens das mesmas. Entretanto, desde muito tempo, vivemos os efeitos dos “Fatos Sociais” explicados por Durkheim. Por conseguinte a isso, a participação dos negros nestes meios culturais é visivelmente baixa e restrita aos papéis inferiores.

        Além disso, formamos uma sociedade com extrema dificuldade para se desprender das amarras de um racismo estrutural, agindo de modo excludente e inferiorizando os indivíduos não aceitos, neste caso os negros. Ao atuar em telenovelas, os mesmos são geralmente escalados em papéis como escravos, empregados e motoristas, influenciando seus telespectadores, principalmente os menos informados, a pensar que os negros, de fato, se restringem a essas posições. Algumas telenovelas como “Mandala” tentaram fugir desse tipo de visão, mas acabaram por demonstrar ainda mais o racismo implantado na sociedade, já que apenas criaram uma paisagem puramente estereotipada para os negros.

        Portanto, conclui-se que, por mais que existam estruturas de apoio como a Lei n°4370/98, garantindo 40% de negros em produções como telenovelas, tais indivíduos ainda permanecem marginalizados neste âmbito cultural. Restando ao governo promover novas leis e campanhas que auxiliem a integração digna e total dos negros nas telenovelas, afim de extinguir o racismo estrutural assim propagado.

 

(Sophia Rovira, aluna do 1º. Ano do ensino médio)

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