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“Krespinha”?

 

Manuela Friolli

 

        Não raro, após casos de racismo terem, felizmente, causado grandes reações pelo mundo todo, não é tão difícil encontrarmos mobilizações, denúncias, críticas pela internet sobre o tema.

        Há uns dois dias, eu estava navegando pelas minhas redes sociais quando um perfil de atualidades publicou um vídeo da youtuber e influenciadora digital afrodescendente Camilla de Lucas fazendo um apelo à marca “Bombril”, que nomeou um de seus produtos, uma esponja de aço, de “Krespinha”, que remetia aos cabelos crespos dos negros.

Minha reação naquele momento foi de choque, eu não conseguia acreditar que depois de tanta mobilização contra o racismo estrutural presente em nossa sociedade, principalmente após a morte do americano George Floyd, a marca fosse ignorante ao ponto de materializar um adjetivo que sempre caracterizou os cabelos crespos.

        A Revista Veja, em 1995, divulgou uma pesquisa feita no Brasil em que 90% da população declarava-se não racista e 89% da população via o racismo nos outros; isso significa que as pessoas veem nos outros aquilo que elas mesmas fazem. Finalmente, como resultado positivo de posições contrárias, o produto da “Bombril” foi retirado do mercado.

 

(Manuela Friolli, aluna do 2º. Ano do ensino médio)

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