Logo Centro
ESCREVA-SE
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Neo-contratualismo

 

Por Lívia Preiori Serodio Conehero

 

        No filme “Jogos Vorazes”, após escolhidos para lutar por seus distritos, os competidores eram monitorados por um chip injetado em seus corpos. De forma análoga, as novas tecnologias tornaram possível a vigilância por meio de aparelhos eletrônicos. O cibermonitoramento é resultado de um neo-contratualismo e, se utilizado de forma ilimitada, aumenta-se os riscos à pequena privacidade humana.

        Segundo John Locke, o contrato social surge da necessidade de preservação coletiva, a partir da limitação da liberdade individual. Somado a isso, o Estado, como afirmou Hegel, é a materialização do interesse coletivo, que está acima do interesse individual. Portanto, conviver em sociedade implica em limitações. Assim, é natural a utilização de formas de controle, como o monitoramento digital, para estabelecer o bem-estar comum.

       No entanto, se não respeitado o interesse comum do monitoramento, como a contenção de uma pandemia, por exemplo, pode-se infligir a privacidade e a liberdade humana. É o caso das instituições de espionagem da Guerra Fria que, por interesses individuais e ameaça à hegemonia ideológica e estatal, mantiveram tensões desnecessárias que não ameaçavam diretamente a sociedade.

       Seja no século XXI ou na ficção, o monitoramento e o controle social demonstram-se inevitáveis, pois estão implícitos no neo-contratualismo. Entretanto, sua utilização não-pontual e para benefícios individuais é danosa. A justa medida de equilíbrio, proposta por Aristóteles, aplica-se à situação. Deve-se resguardar a privacidade individual e, caso oportuno, monitorá-la para a manutenção do bem-estar coletivo.

 

 (Lívia Preiori Serodio Conehero, aluna do 3º. Ano do ensino médio)

© 2020 Anglo - Curso Cidade de Araçatuba
PARA ESTAR NO MUNDO DE UM JEITO ÚNICO