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Museus ao ar livre

 

Por Laura Codognato Demarqui Santos

 

        Desde as suas origens, o ser humano se expressa através de imagens e grafias. Os homens pré-históricos faziam desenhos nas paredes das cavernas, já os escribas egípcios faziam uso dos hieróglifos para representar ideias e conceitos importantes. No período do Renascimento, as obras de Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael Sanzio e Donatello ficaram marcadas na história. Atualmente, há várias formas para um indivíduo se manifestar por meio da arte. Uma delas é o grafite, que vem crescendo cada vez mais e merece destaque na sociedade.

        O grafite é uma obra de arte como todas as outras, manifesta o que o artista pensa sobre um determinado assunto, só que, ao invés de ficar em museus fechados, está exposta nos muros e prédios das cidades. Assim, essa é uma maneira muito interessante de realizar protestos, críticas ou até passar uma simples mensagem, pois é apresentado ao ar livre provocando, com as suas cores e desenhos impactantes, a curiosidade das milhares de pessoas que passam nas ruas todos os dias.

        Nesse contexto, é de extrema importância que o público saiba diferenciar o grafite da chamada pichação, um ato de vandalismo feito com rabiscos ou palavras pintadas em muros ou monumentos públicos. Muitas vezes, há confusão entre as duas atividades por parte da população, fazendo com que seja gerado um enorme preconceito em relação às obras de rua, assim como ocorreu com o grafiteiro brasileiro Eduardo Kobra, que no início de sua carreira sofreu inúmeras formas de discriminação, sendo tratado como um artista marginalizado. Porém, com muita superação, Kobra possui trabalhos divulgados em cinco continentes e é duas vezes recordista mundial de maior mural grafitado, mostrando a sua arte para o mundo.

        Dessa forma, o grafite deve ser considerado como arte por todos, já que através dele vários artistas colocam as suas opiniões de uma forma alternativa e livre para serem vistas por quem transita pelas ruas das cidades. Para isso, é preciso que a sociedade passe a admirar cada vez mais essas obras, que de maneira alguma devem ser interpretadas como vandalismo, pois passam mensagens e ensinamentos importantes.

 

(Laura Codognato Demarqui Santos, aluna do 1º. ano do ensino médio)

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