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Utopia: o combustível do progresso

 

Maria Fernanda Sousa

 

A paz mundial, a erradicação da fome, a igualdade de gênero e a tolerância religiosa. Esses são apenas alguns exemplos de utopias, definidas pelo filósofo Thomas More como lugar feliz ou inexistente. Com enorme potencial de fomentar mudanças sociais, evidencia-se a crucialidade das utopias na construção de um planeta mais justo e harmônico.

De forma primordial, é necessário analisar o cunho motivador das utopias, que se estabelecem como combustível na luta pela eudaimonia aristotélica. Assim se sucedeu com a história de perseverança e superação de Carolina Maria de Jesus, cujo desejo utópico de viver dignamente fora da favela a inspirava a seguir seu sonho de tornar-se escritora, como relata em seu livro “Quarto de Despejo”, com o qual conseguiu atingir sua meta de vida.

Outrossim, nota-se a função principal das utopias, segundo o historiador Leandro Karnal: corrigir o tempo atual. Como perfeito exemplo da execução de tal função têm-se as ações de movimentos minoritários, como o feminismo e o movimento “Vidas Negras Importam”. Assim, sem o estabelecimento de ideais utópicos, a sociedade se encontraria à mercê de acontecimentos sem significado, em que a potencialidade de melhora acabaria inexplorada, resultando na manutenção de um “status quo” injusto e desigual.

Em meio a realidade violenta, intolerante, perversa e corrupta, é, portanto, acentuada a necessidade de idealizar mundos fantasiosos, uma vez que o progresso tem como principal impulso o descontentamento com o presente. Desse modo, as utopias possuem caráter indispensável na construção de um planeta ideal, que se aproxime cada vez mais do bem último segundo Aristóteles, a felicidade.

 

(Maria Fernanda Souza, aluna do 3º. Ano do Ensino Médio)

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